O que se aprende em um ano...
Colheita
Selecionei as idéias e fiz um apanhado do que me perdi nesse tempo espaço chamado ano... E no fundo eu só aprendi que se aprende, quem vive mais e estuda menos. Mas se a vida num é uma constante lição, eu não sei mais o que pode ser. Tanto quis plantar árvores, fazer filhos e escrever livros que no final dei–me de cara com um espelho refletindo alguém de olheiras profundas. Não que eu esteja me queixando ou vagando [e divagando] sobre a vida que passou por meus olhos porque ainda não passou...
Nunca fui platéia, mas me fiz ator. Protagonizei os meus sonhos e me perdi em algumas falas... e no final recebi aplausos e vaias. E eles me trouxeram até aqui, horas arrastada, outras saltitantes. Mas e agora o que eu posso fazer?
Apenas continuar a recomeçar toda vez que sentir vontade e só por isso persistir na existência.
Vi que algumas coisas simplesmente são imutáveis, que amigos dão saudade, que lugares dão saudade e depois disso viram lembranças que já não dói mais, mas continuarão a existir sempre em alguma parte de você. Percebi que nada que me tornará totalmente diferente de minhas origens e que as dores ensinam mas nem por isso se tornam mais amenas. E aprendi que o choro adormece e que o sono muda totalmente o ângulo de uma situação.
E que idéias podem ser mudadas em poucos segundos e que nem por isso, mesmo com essa consciência, eu deixarei de tomar atitudes precipitadas. Que as vezes parar pra pensar assusta, mas nem por isso se perde o prazer em tal ato.
Mais um ano passou de prazer e medo, de beijos e tapas, lágrimas de paixão, de gozo, de dor, de uma pitada de cada sentimento humano... Um ano de acima de tudo, de novidade e descoberta. O mais feliz da minha vida até o próximo.
E ao final, por mais que eu não creia que vou salvar o mundo ou que ainda há tempo pra eu ser astronauta, ainda tenho crenças de uma menina de dezoito anos, que continua graças a seus conflitos e que a partir deles aprendeu a ser feliz.

Escrito por Eu_ às 01h00
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